10/12/2016

Pedro Passos Coelho em Braga



António Fernandes
Afinal, segundo Pedro, de passagem pela nossa cidade de Braga, num repasto, como não podia deixar de ser, o PCP e o BE também têm clientelas… a quem o Partido Socialista estará a satisfazer para segurar o seu Governo.
Serão os sindicatos, o pequeno comerciante em agonia, o pequeno empresário em dificuldade extrema, os excluídos, os mais pobres de uma sociedade em empobrecimento continuo?
Provavelmente sim porque, muito sinceramente, não estou a ver banqueiros nem grandes empresários, ou outros, que veem no neoliberalismo a sua tabua de salvação enquanto detentores da riqueza mundial produzida e transformada, na qualidade de modestos militantes das duas organizações politicas citadas.
Pedro não sabe que os passos de coelho são saltitantes. Porque se o soubesse não teria abordado, em Braga, a questão do momento: o clientelismo!
Ou então, desconhece as negociatas que por esta mui nobre cidade se fazem a céu aberto e sem qualquer laivo de pudor em domínios impensáveis num mundo que se quer civilizado.
Acusar o Governo da Republica de conduta similar à de um seu companheiro de partido é que não passa pela cabeça de ninguém. Porque se há nuvens que pairam carregadas de suspeita é no circulo aonde proferiu as afirmações que proferiu mesmo correndo o risco de lhe poderem desabar no “telhado” com que tenta cobrir o que fez e aquilo que outros fazem com o seu beneplácito.

09/12/2016

Selecção JJ - A Seed In You - Guida de Palma & Jazzinho feat. Leon Ware




Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto


(...)A coincidência desta investigação parece querer atingir a imagem e honorabilidade de PSL, no momento que PSL deu a entender que preferia a liderança do PSD, ao invés, de concorrer à CM Lisboa. (...)
Recentemente António Costa elogiou publicamente o desempenho de Pedro Santana Lopes à frente da SCML. Por exemplo, o Governo de António Costa por ter tido colaboradores que mentiram sobre as suas habilitações literárias não é um governo de falsos licenciados. Temos e devemos ...
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ABC DA POLITICA PARTIDÁRIA E IDEOLÓGICA




António Fernandes 
Tenho para mim que o alcance do verbo e da palavra naquilo que temos como sendo a discussão politica se deve reger pelas mais elementares regras de bom senso.
Bom senso que passa pelo respeito que devemos ter para com todos os nossos adversários políticos, independentemente da sua orientação ideológica, desde que se enquadrem no espaço social das democracias como tal reconhecidas e de acordo com a Carta Internacional dos Direitos Humanos / Declaração Universal dos Direitos do Homem que no primeiro considerando do seu Preambulo e no seu primeiro Artigo, diz o seguinte:
- “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;”
- “Artigo 1: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
Nesse sentido, a abordagem de toda e qualquer discordância deve ser assumida com altruísmo, contrapondo a nossa razão, que pensamos mais correta por estar em consonância com a razão de um maior numero de cidadãos na defesa de pontos de vista e de interesses comuns, e por isso da comunidade em geral. De aonde devemos sustentar aquilo que sobressai em favor do individual; do compadrio; da subserviência; do favor; da vaidade desmedida; da prepotência; e demais formas que violam os princípios acima enumerados.
Daí que, a razão conclua: de nada adianta a alguém colocar-se em bicos de pés porque não é por isso que fisicamente vai crescer; de nada adianta a alguém insultar outrem porque o insulto tem orelhas moucas; de nada adianta maldizer outrem porque a maledicência gera sempre animosidade; de nada adianta falar alto para outrem porque esse outrem não é mouco; de nada adianta querer ser diferente de outrem quando o resultado é ser, para pior; de nada adianta andar em sentido contrário ao senso comum quando se sabe que é esse senso comum que dita as regras da conduta daquilo que deve ser a razão superior que põe em causa as razões incomuns de alguns.
A peleja entre organizações politicas partidárias deve por isso cingir-se aos objetivos que visam: O modelo de sociedade que preconizam; o suporte ideológico com que fundamentam esse modelo; as garantias que o modelo preconizado assegura aos cidadãos comuns; naquilo que toca ao posicionamento politico dos interesses, segundo os padrões estabelecidos, dirimir argumentos condicentes e, convincentes!
Não seguir estes procedimentos é não saber estar na politica e, pior do que isso, é prestar um mau serviço a uma causa nobre que para além da sua função civilizacional – a da organização das sociedades – visa também, a defesa intransigente de valores e de referências que fazem com que a vida de todos possa ser melhor. Mais equilibrada. Mais Justa. Mais fraterna. Mais feliz!


*chefe de serviços transportes no grupo Alstom Alcatel Lucente.

08/12/2016

Opinião de Joaquim Jorge no RECORD



Este fim-de-semana, como sempre, houve tantos jogos de futebol que tive que fazer opções e não deu para ver todos os jogos. Optei, por seguir, no sábado o famoso clássico Barcelona - Real Madrid e no domingo assisti ao Everton- Manchester United.
Tenho por hábito acompanhar as equipas onde José Mourinho é treinador.
O Real Madrid fez um bom jogo de contenção e controlo do meio campo. Com a ausência de Bale, a entrada de Lucas Vasquez e Isco deu outra consistência ao meio-camp...
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Este fim-de-semana, como sempre, houve tantos jogos de futebol que tive que fazer opções e não deu para ver todos os jogos. Optei, por seguir, no sábado o famoso clássico Barcelona - Real Madrid e no domingo assisti ao Everton- Manchester United.
RECORD.XL.PT
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Se cumplen 36 años de la muerte de John Lennon



Se cumplen 36 años de la muerte de John Lennon, uno de los artistas más capitales, influyentes y emblemáticos de la historia de la música. A las 22:50 horas del 8 diciembre de 1980, fue abatido por cuatro disparos realizados por Mark David Chapman frente al edificio The Dakota en Nueva York, donde residía con su esposa Yoko Ono. Trasladado al Roosevelt Hospital, John Lennon falleció a las 23:07 horas. Acababa de cumplir 40 años...

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POST PROMETIDO AO DANIEL BRAGA



NÓS E/OU A HERMENÊUTICA DA E SOBRE A NOSSA ESQUERDA
Em hermenêutica leia-se também lumpen culturalidade. A saber: o Rei Filipe de Espanha fez visita ao nosso Parlamento, coisa normal nas relações entre os estados, e que passaria mais ou menos despercebida, como qualquer outra visita formal e de cortesia comuns nestas visitas. Não fora a nossa esquerda, sempre pronta e orgulhosa em patentear ufana a própria grosseirice, incultura e atávica aversão a tudo o que cheire a normal funcionamento da democracia. No caso agravada (a grosseirice inculta) dado envolver um estado outro.
Os incultos e ademocráticos do BE permaneceram sentados e sem aplaudir o final do discurso do Rei !!!! Quer dizer que são mesmo impermeáveis à aprendizagem democrática: fizeram o mesmo que aquando do discurso da tomada de posse do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa; o PCP parece, melhor é muito mais permeável à aprendizagem - não repetiu o erro, o que muito me agradou.
Grosseiros porque o adversário (não inimigo) tem que ser respeitado a democracia assim o dita, e Incultos porque nem sequer enxergam que enquanto apoiantes do actual governo têm responsabilidades Institucionais !!! Sic !!! --- QUE VERGONHA E QUE TRISTÍSSIMA FIGURA --- Vê-se mesmo que não foram meus discípulos ..."


Daniel Santana

06/12/2016

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto



(...) Não chega dizer mal por dizer, exige-se ideias claras e convicções fortes mostrando competência e rigor. Desmontar a cosmética e a falácia. Combinar inovação com providência, desenvolver Portugal sem perder a dimensão social e definir de uma vez por todas o papel do Estado (justiça, saúde, educação, ambiente, habitação, etc.). Reformar é uma atitude de curto prazo, é preciso sim inovar, pensar no longo prazo.

Em suma: uma coisa é a realidade que o Governo pretende fazer crer na sua imensa complexidade, outra bem diferente é a perspectiva da oposição. Mas no meio do Governo e da oposição está a nossa «perspectiva» do comum do cidadão.
O filósofo Ortega e Gasset ilustra muito bem este conceito de perspectivismo e ponto de vista. No fundo a oposição deve ser o eco, no que preocupa o país. Mas não tem sido.
Os portugueses querem estabilidade, menos crispação na vida política, menos austeridade e que a oposição não tenha pejo em elogiar o que está a ser bem feito.
O verdadeiro significado de oposição, desde que António Costa por um passe de mágica, formou governo com o apoio parlamentar do PCP e BE, está bastante confuso, fundamentalmente porque o PSD está aturdido e ressabiado.
A oposição segundo os usos democráticos exerce-se contra o Governo que visa substituí-lo no poder. O PSD não parece encarnar com os actuais dirigentes, a começar por Pedro Passos Coelho, uma alternativa possível, aos olhos dos cidadãos. Mas ao mesmo tempo há dificuldades no PSD ter um novo líder com rapidez.
O tempo, os estatutos do PSD, o timing (eleições autárquicas) ajuda a serenar o enfado dos militantes descontentes com a forma como o PSD está a ser dirigido.
O PSD está numa encruzilhada e esperar pelas eleições autárquicas pode ser tarde demais.
Dever-se-ia imprimir mais rapidez ao processo de clarificação. O PSD ou se enrosca ainda mais com esta equipa que não tem sido brilhante, ou se abre a novos protagonistas.

MaiaHoje



O Clube dos Pensadores realizou, no passado sábado, dia 3 de dezembro, o tradicional Jantar de Amigos do Clube.
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Missiva : António Nunes



Caros amigos do Clube dos Pensadores

Não podia deixar passar esta ocasião sem desejar a todos  - não os conheço pessoalmente, na sua esmagadora maioria, mas sinto-me ligado com um cordão quase umbilical, ao CdP - uma excelente confraternização a condizer com o espírito desta Quadra Natalícia.
Ao Joaquim Jorge renovo votos para que a força que tem demonstrado não o abandone, que só assim poderá prosseguir esta Obra de mérito indiscutível e indispensável de molde a não deixar esmorecer a necessária - cada vez mais - capacidade de luta dos portugueses. Mesmo quando se sente que a maioria se encontra num estado de torpor mórbido.
Os meus cumprimentos, Votos de Boas Festas,
António A Santos Nunes

Leiria, 6 dezembro 2016 

05/12/2016

Video : Jantar Clube dos Pensadores no hotel Holiday Inn 2016





Momentos gravados do jantar de Amigos do Clube que ficarão na história do Clube.
Excelente trabalho de João Elísio tendo em conta as condições ( repórter da rádio não pode estar presente por problemas de saúde da esposa). Agradeço a ajuda do Vítor Alves no video e nas belas fotografias. A presença de todos que deu uma ar belo e mágico. Os depoimentos de alguns membros, pelas suas palavras em relação à minha pessoa e ao Clube. Para o ano há mais...

Renzi vs. Cameron


Mais um que forçou a barra e fez birra e saiu -Matteo Renzi . Recentemente foi David Cameron a referendar sobre a Europa.
Agora Renzi referendou sobre a Constituição italiana.

Acho muito bem que se façam referendos e se ausculte a opinião dos cidadãos. Todavia um referendo não é uma eleição. Quem chefia um governo , nem sempre tem razão e vence a sua opinião.

Referendar algo e fazer chantagem. Isto é: ou votam como eu penso ou eu vou-me embora. Não dá bom resultado.

Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Um politico por ser poder , tem que perceber que o seu poder tem limites... 

JJ

TEORIA DO INEVITÁVEL



António Fernandes 
Olhar o mundo de acordo com os padrões culturais Europeus, dominantes na UE, não é, com certeza, olhar o mesmo mundo de acordo com os padrões culturais dos Estados Unidos na América do Norte, dominantes em grande parte do globo, sendo que estes dois blocos são tidos como o núcleo do mundo civilizado da atualidade com caraterísticas de potencias dominantes no mundo.
E, se o exercício não for difícil, para olhar o mundo do lado da condição dos povos em que a pobreza extrema é o seu quotidiano, com os padrões culturais dominantes em Continentes como a Africa, a América do Sul e parte significativa da Asia, devemos ser capazes de interiorizar o sentir a vida com maiores dificuldades que acontece nessas partes do globo, lamentavelmente na sua grande maioria, mesmo naqueles países em que o desenvolvimento económico é notório a par das assimetrias que provoca, o que na lógica Europeia é um contrassenso, nomeadamente na China, India, Rússia entre outros.  
Embora, para que esta teoria sobre o inevitável seja uma teoria sustentada, se devam centrar os propulsores das sinergias da economia mundial nas duas grandes potencias mundiais, mas também nas potencias regionais atualmente existentes e numa ou noutra das que são emergentes em virtude da importância que assumem no território em que se localizam na dimensão global.
Temos por isso a Europa e os USA como mola propulsora de dinâmicas económicas de concentração dos “canais de fluxo e expansão” da valorização das matérias primas de consumo e uso, e dos metais raros. Condição que baliza a balança comercial internacional e a aplicação de capitais de valoração variável consoante o interesse estratégico de oportunidade Histórica. A que devemos acrescer a manipulação do ADN de produtos naturais com vista ao controlo dos transgénicos e demais variáveis para que os – Europa e USA – se tornem autónomos relativamente às produções naturais existentes no convencionado por países do terceiro mundo. Um caminho seguido á décadas mas que só agora está a dar os resultados pretendidos em domínios daquilo que de facto é a inovação tecnológica e social em curso. Mas também, de um caminho inevitável, que é o da uniformização global dos comportamentos sociais, políticos e económicos em que a componente politica é incontornável, por inevitável.
Os partidos políticos ou outras organizações existentes com a mesma finalidade, a da gestão económica dos Estados e da sua organização social, atravessam um vazio de identidade e afastamento das populações que representam, enfrentado sérias dificuldades estruturais resultantes, o que motiva a que no seu seio não surgem valores com o carisma necessário para a liderança que os interesses que representam exigem surta o efeito desejado de forma a que os eus apoiantes sintam estarem condignamente representados e as suas causas acauteladas.
As potencias emergentes como o são a Rússia e a China, no atual contexto de realinhamento daquilo que são as potencias económicas no mundo, não dominam o conhecimento das tecnologias de ponta cientificas e não tem uma estratégia comum que lhes permita a paridade, que, como sabemos, tem sempre por de trás uma panóplia de outros poderes para além do controlo económico que é vital para o equilíbrio da correlação das forças politicas e sociais em presença cuja divisão assenta em função dos seus interesses de classe social na vida e na visão material do mundo.
Poder esse centrado em cinco pilares fundamentais: as comunicações; a espionagem económica, industrial e politica; o equipamento militar no terreno e no espaço; o domínio da inovação tecnológica e cientifica em permanência; o controlo da organização das sociedades;

Ora, o que neste momento está a acontecer nos palcos da discussão cívica são: não há concertação entre o conhecimento, a politica e o social; o escalonamento da organização social está reduzido a dois segmentos cada vez mais distantes, os pobres e os ricos; a dimensão do conhecimento atingiu um pico que a dimensão politica e da sua atividade na organização e capacitação das sociedades não consegue corresponder; a atividade industrial apresenta capacidade produtiva em linha automatizada com processamento informatizado uniforme a que o necessário consumo não dá resposta e que por isso impede a inovação contínua que a ciência pretende mas que a politica dispensa no atual contexto social que gere;
Ou seja; um estádio imperial de poder em ciclo de contradição incontornável e sem soluções razoáveis ao nível da mente Humana no tempo!

Por isso, e por muito mais, o que tornaria este texto demasiado extenso para o fim que visa: a teoria sobre o inevitável.
Uma teoria sobre a demanda das organizações politicas partidárias na busca de soluções.
Soluções que passarão indubitavelmente por novas conceções da organização politica, económica e social dos Estados e que importa discutir.
Em primeira linha o modelo social que se quer.
Em segunda, o modelo de organização politica que se pretende.
E em terceira, o modelo económico.
Destas três variáveis o modelo de organização politica é, inquestionavelmente, a solução da equação por ser o fator de decisão das outras duas condições: a do modelo económico e por consequência o modelo social.
O que temos em presença são dois modelos de organização politica, de entre uma diversidade imensa de modelos existentes, desde os tribais às democracias mais avançadas, que se debatem com a sua própria existência sustentável.
O modelo Europeu. que assenta na democracia representativa de um cidadão, um voto. E em que as diversas correntes de opinião tem expressão politica partidária que se submetem a sufrágio. A eleição é sempre direta independentemente do modelo de cada Estado.
O modelo Americano, cujo Presidente não é eleito pelo cidadão eleitor. O Presidente dos Estados Unidos é eleito pelos delegados estaduais que são eleitos pelos eleitores onde cada estado tem um numero proporcional de acordo com o total de representantes no congresso. Dessa forma quem elege o Presidente do País não são os eleitores e sim os delegados e representantes no Congresso dos grandes Estados por serem em maior número.
Dois modelos distintos em que cada um se ajuíza mais democrático que o outro.
Simplesmente, nem um nem outro, se preocuparam com os efeitos diretos e colaterais das politicas que implementaram e hoje enfrentam dificuldades de relacionamento e de reconhecimento dos seus eleitores.
Se por um lado nos Estados Unidos a solução é mais complexa por concentração massiva de interesses múltiplos das grandes fortunas nos dois partidos políticos que disputam o poder e estes controlam todo o sistema politico e social das cúpulas para a base eleitoral.
Na Europa, é a base eleitoral que tem a ultima palavra na decisão final da eleição. Condição que tem favorecido o aparecimento de novos partidos políticos que pretendem corporizar soluções de governo capazes de perceber e resolver os novos desafios que o mundo enfrenta.
Estou convicto de que o “Velho Continente”, como sempre, será o palco principal de todas as movimentações conducentes ao único ponto de equilíbrio possível no atual estadio a que a Humanidade chegou.
Uma solução que necessariamente passa pela equidade na distribuição da riqueza produzida e por uma justiça acima de qualquer suspeita.

Esta minha convicção, que não passa de uma convicção teórica, assenta na multiplicidade dos modelos da organização cívica e na sua capacidade autonómica e de independência relativamente aos partidos políticos e a qualquer outra forma de organização que vise o poder, seja na componente que for, porque cada uma dessas organizações tem na sua génese conceções específicas sobre a sua organização e objetivos. Condição de que não abdicam por imperativo deontológico quando aplicável e do foro cívico nas restantes.
O mundo Ocidental concentra por isso um vasto conjunto de energias que pugnam articuladamente, sempre que necessário, pela defesa dos seus direitos próprios no todo nacional e internacional dentro do espaço físico que alberga matriz cultural própria ou semelhante, em dinâmicas organizadas ou espontâneas de carater solidário, reivindicativo, ou outros, sempre de forma eficaz.
Aliás, na senda daquilo que tem sido a vida do Homem em comunidade.
A concentração da riqueza e a sua partilha tem sido, ao longo dos séculos, o motivo principal das desavenças sociais em que a espiral da sua organização tem desempenhado um papel de primordial importância no equilíbrio necessário para a sua expansão e aperfeiçoamento.
Expansão e aperfeiçoamento cujos ciclos temporais tem vindo a diminuir significativamente nos últimos séculos e que no presente acontece dentro do mesmo período de tempo secular.
Acontecimento que não é de estranhar em face do domínio do conhecimento e do saber que se tem vindo a verificar de forma generalizada.
Neste domínio a Revolução Industrial teve um desempenho elevado ao nível de todas as roturas que provocou com a ancestral forma de vida em que a agricultura de latifúndio dominava, mantendo as civilizações num estádio de analfabetismo acantonado em usos e costumes herdados.

04/12/2016

A MEMÓRIA DE CAMARATE




Daniel Braga 
Foi talvez um dos maiores políticos da História recente de Portugal, cuja vida política e pública foi brutalmente interrompida num violento acidente aéreo em Camarate. Acidente? Atentado? A tese sustentada e demonstrada em várias comissões de inquérito desde 1991 aponta para a hipótese muito forte de atentado...
A 4 de dezembro de 1980, quando se deslocava para o Porto a caminho do Coliseu dos Recreios num ato público de apoio à candidatura presidencial de Soares Carneiro, Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa - os rostos mais visíveis da AD (Aliança Democrática) juntamente com Diogo Freitas do Amaral - perdem a vida nesse brutal acidente (?). Foi há 36 anos. Com o desaparecimento de Sá Carneiro e também de Adelino Amaro da Costa, morre uma ideia para Portugal e uma forma de fazer política muito característica e apaixonada, onde os ideais e o interesse nacional se sobrepunham a tudo o resto (bem diferente do que acontece hoje em dia). Com a partida de Sá Carneiro morre um rumo quiçá diferente para o País, onde os princípios e os valores da ética estavam em primeiro lugar e onde a mediocridade de quem nos representava era exceção e não a regra. Homens da estirpe de Sá Carneiro, Amaro da Costa, Lucas Pires, Henrique de Barros, Vasco da Gama Fernandes, Álvaro Cunhal, João Amaral, Nobre da Costa, Maria de Lurdes Pintassilgo, Natália Correia e muitos mais, fazem hoje parte de um Portugal ilusório, que já não existe, substituídos por gente de muito menor dimensão, cujos interesses pessoais e partidários são colocados acima da ética dos princípios e dos valores e do interesse do País. O País de Sá Carneiro e de Adelino Amaro da Costa seria, com toda a certeza, um País bem diferente e eticamente mais transparente e respeitado...
Passaram-se 36 anos. Um dia negro para Portugal. Respeitem-se as suas memórias e recordem-se com elevação os seus ideais.

Farol da Nossa Terra



A amizade é tão importante na vida das pessoas, que foi criado um dia específico para homenagear a relação. O dia da amizade, ou dia do amigo, é comemorado…
FAROLDANOSSATERRA.NET|DE FAROL DA NOSSA TERRA

Imagens depois do Jantar
























fotos: Vítor Alves 

Imagens do Jantar de Amigos do Clube


fotos: Vítor Alves