16/01/2017

NOVO BANCO VELHO PROBLEMA




Mário Russo
Provavelmente a maioria dos portugueses, como eu, acreditava que os bancos eram instituições fortes, seguras e sérias. A falência de um banco era algo que nem passava à distância, até que aconteceu o caso BPN, seguido do BPP, depois o BANIF e o BES, renomeado de Novo Banco. Os problemas no BCP e na CGD, etc.
As soluções foram sempre penalizantes para o erário público, que é um eufemismo de para o povo português, que paga todas as ineficiências governamentais, de supervisão e da gestão dos bancos com impostos e mais impostos, sem que os salafrários dos banqueiros sejam presos pelos crimes cometidos, graças a uma justiça ineficaz e de juízes que amam o acessório em detrimento do essencial, ilibando os gangsters por questões de interpretação dos prazos de prescrição, impedindo a moralização do sistema.
A solução do BANIF, entregue ao Santander, banco espanhol, foi imposta por Bruxelas e encaixada de cócoras pelos nossos governantes. Solução que não se percebe porque o Estado já detinha um empréstimo que deveria ser acautelado e não foi.
A CGD era uma instituição forte até que uma sucessiva leva de gestores, boys dos Partidos do arco da governação, agraciados pelos “serviços prestados ao partido”, transformaram a instituição num saco para amigalhaços sacarem milhões sem pagar e depois serem contabilizados em “imparidades”, outro eufemismo para “amigo, não precisas de pagar que vai haver uns patos para o fazer”.
Corriqueiramente vêm os políticos dizer que é preciso injetar capital nos bancos porque eles são fundamentais para a economia e não podem falir. Tudo à custa do “erário público”.
As notícias e evidências das CPI mostra um setor de gangsters que Al Capone ficaria corado de vergonha. Basta ver o caso dos antigos gestores do BCP que conclamaram os clientes a investir no banco na época de aumento de capital nos anos 2000, com prospetos e assédio dos gerentes e até empréstimos do próprio banco. Mas tudo não passou de manipulação de mercado com 18 off-shores e todo um conjunto de práticas dignas de máfias. Mais recentemente o caso BES ilustra isso mesmo. O Sr. Rendeiro que se pavoneia em NY é mais um exemplo para se perguntar afinal onde e o que faz o BdP? Que regulador é esse que nada sabe e nada faz para prevenir práticas mafiosas ? Parece que é uma espécie de “corno” do sistema financeiro.
O Novo banco não passa de mais um problema grave para a banca portuguesa que arrisca-se a não ter um banco confiável. Por isso, a sua solução de forma séria e competente seria desejável, mas não tem sido.
Com efeito, há várias opções em cima da mesa que devem ser avaliadas de modo tecnicamente competente e sem esconder nenhum dos dados para análise séria. Pode ser a venda ou a nacionalização. Os dados disponíveis sobre a venda são assustadores, pois um fundo Abutre dos EUA está em posição de ficar com o banco para vender o património a tuta-e-meia a uma empresa do próprio grupo e exigir que a diferença para o valor real seja paga por garantias de Estado, que o Abutre acionará sem apelo nem agravo.
Mas já apareceu na imprensa um aviso da DBRS, única agência que tem Portugal acima de ‘lixo’ a condicionar a decisão: “Uma eventual nacionalização do Novo Banco pode prejudicar o rating soberano”.
Esta notícia é mais uma que evidencia a perda de soberania a que Portugal se sujeitou ao longo destes anos e que não tem sido contrariada por falta de Estadistas a dirigirem os destinos do país.
 O Governador do BdP, parece que gosta do Fundo Abutre, pois já reiterou que é uma boa solução. Deve estar distraído o Sr. Governador, porque não sabe qual a prática do abutre americano. Mas a culpa não é do abutre, mas dos fracos com que negocia e de um supervisor que é anão, incompetente e ineficaz.
A DBRS ao debitar este aviso não é por inocência. Seguramente que não será por coerência técnica (não avaliou as consequências da venda como está delineada), nem é por seriedade. Esta prática canibal mostra o que tem sido feito ao longo dos últimos anos em Portugal desde a intervenção da Tróika que liquidou as joias da coroa portuguesa (agora de lata) de forma vergonhosa com o beneplácito dos nossos dirigentes governativos.
Está na hora dos Homens Bons saírem das poltronas e se indignarem com os políticos que temos e nos governam para o precipício.

Opinião de Joaquim Jorge no Público


O Governo recentemente aprovou um código de conduta para os membros do governo. O código limita a 150 euros o valor das ofertas que os seus membros podem receber. Os membros do Governo devem recusar liminarmente quaisquer ofertas, convites ou outras facilidades que possam ser fornecidas na expectativa de troca de uma qualquer contrapartida ou favorecimento. Este código surgiu na sequência da polémica das viagens pagas pela Galp durante o Euro 2016.
Todavia, deveria haver um c...
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nfelizmente a vida pública, tirando raras excepções é dominada por este peixe miúdo que infesta as águas da democracia portuguesa.
PUBLICO.PT|DE JOAQUIM JORGE

Selecção JJ - Frank Sinatra - "The Girl From Ipanema"



Opinião de Joaquim Jorge ao Noticias ao Minuto


Pedro Passos Coelho não vai apoiar Assunção Cristas, o PSD vai lutar por Lisboa com candidatura própria.
Foi a melhor solução e mais sensata para um problema intrincado que iria sobrar para o líder do PSD. O PSD, em muitos municípios vai concorrer em coligação com o CDS, mas em Lisboa, cidade emblemática, não ter candidato próprio e não concorrer por falta de comparência não era a melhor via.
Pedro Passos Coelho que já foi Primeiro-Ministro de Portugal tem no seu subconsciente...
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15/01/2017

O capitalismo como modelo económico



António Fernandes 
O capitalismo não é uma mera questão de retórica. O capitalismo é uma profunda questão dialética.
O capitalismo é um modelo de organização social, politico e económico, que tem regras muito claras:
- O investimento;
- A exploração;
- A mais-valia.
Estes três elementos concecionais são o seu modelo económico de suporte.
Sendo que, para complemento do modelo, há a necessidade estruturante da organização social de onde as organizações politicas emergem.
Nesse sentido, cabe às organizações politicas a implementação e condução das linhas gerais de estruturação intelectual e do conhecimento escolar, cientifico e ideológico. Assim como, legislar numa lógica de valores em que a justiça privilegie a posse, individual e societário, de bens patrimoniais e outros, como direito fundamental.
O capitalismo é um modelo social totalitário em que a exploração do Homem pelo Homem é a sua alavanca de Inovação & desenvolvimento. Facto que não inibe a existência de pluralismo politico partidário e de opinião, desde que, o seu eixo de alternância bipartidário não coloque o modelo em causa.
Desde a abolição da escravatura que o capitalismo se tem vindo a modernizar ajustando-se aos diversos cenários políticos com quem coabitou e coabita em disputa permanente entre si – vulgo; concorrência – mesmo nos seus tempos áureos de monopólio de mercados específicos como o foram: a industria de equipamento militar; a exploração de matérias primas em terra e no mar; as rotas comerciais e outros.
A sua relação com a mão-de-obra, de que depende, sempre foi uma relação difícil e o seu objetivo sempre foi o de, modernizando-se, poder dispensar a manufatura.
A sua relação com a classe politica sempre foi uma relação privilegiada por ser do seu seio que saíram a maioria dos dirigentes partidários. E também porque, necessitando uma campanha eleitoral de apoios financeiros externos relevantes, só os detentores desses meios estão em condições de poder proporcionar com negociação de contrapartidas, o que facilita o controlo absoluto sobre os agentes e através desta toda a hierarquia descendente e deles dependente, como o são a segurança do Estado e todos os seus serviços.
Ao longo da Historia recente o capitalismo tornou-se no modelo económico comum nos Países organizados com ligeiras diferenças na distribuição pública das mais-valias geradas vulgarmente designada por distribuição da riqueza produzida afeta ao PIB (Produto Interno Bruto).
Diferenças significativas que encontramos nos modelos da Social Democracia.
A Social Democracia é um modelo económico de raiz capitalista com sensibilidade para a justiça social de que faz bandeira implementando e concretizando medidas nesse sentido tendo ajustado o modelo legal fundamental aos direitos dos cidadãos que dependem da sua força de trabalho, como tal reconhecidos e alargados, assim como todos os direitos dos mais desfavorecidos por velhice, incapacidade ou outros fenómenos de circunstância temporal ou vitalícia, em domínios fundamentais como o são: a saúde; a educação; a justiça; a solidariedade; o apoio na infância; o apoio na velhice; entre outros apoios sociais; assumindo o Estado o ónus dessa despesa social como sua obrigação Constitucional, cuja receita arrecada pela via dos impostos diretos e indiretos sobre o rendimento; o trabalho; o consumo; a propriedade; entre muitas outras atividades geradoras de receita tributável; e que serão alvo de tratamento em sede de Orçamento Geral do Estado.
A sua raiz de conceção capitalista advém-lhe da manutenção do modelo em que o direito da propriedade privada não se altera na sua forma legal fundamental.
A exploração, transformação, armazenamento e comercialização de todos os produtos mantém o principio do apuramento anual entre o custo e a venda de que se apura a receita.
Mesmo naqueles Estados que para suster apetências dos agentes económicos e financeiros, ainda são detentores dos seus setores básicos de ação e de atividade económica. Uma condição bastante contestada nos meandros da atividade politica e financeira divulgada pelos media.
Há neste complexo tabuleiro do xadrez politico partidário internacional um operador parasita que se deve enumerar. O operador financeiro. Aquele que vive da usura.
Uma figura que se movimenta na sombra dos agentes económicos e dos Estados também. Sempre na espectativa de que necessitem da sua “ajuda” pontual. Uma “ajuda” com fatores de multiplicação estranhos que se eternizam no tempo a que só as roturas sociais conseguem pôr fim.
Obviamente que, “diabolizar” o capitalismo como modelo de organização económica, é um erro de analise da História, na justa medida em que os avanços conseguidos pelas civilizações também se devem em grande medida ao seu desenvolvimento na procura constante de responder às necessidades das pessoas.
Aquilo que se deve fazer à luz da ciência politica é aquilatar dos benefícios e dos equilíbrios das forças em presença em cada momento da História porque todos elas foram importantes no desempenho e no rumo seguido. Para o bem e para o mal.
O capitalismo não é uma mera questão de retórica. O capitalismo é uma profunda questão dialética.
Nesse sentido, as soluções politicas encontradas que são de autêntica usura de receita pública em beneficio de empresas distintas que operam em diversos Países, enganam as economias nacionais através da criação de emprego fictício a prazo, contratado a empresas de aluguer de mão-de-obra barata e temporária, mais não são do que financiar grupos económicos não rentáveis e que por isso, na lógica daquilo que é o modelo de organização económica capitalista, deviam fechar.
Daí o modelo capitalista emergente que alguns quadrantes políticos tentam implementar. O capitalismo selvagem, para uns. O neoliberalismo, para outros.

14/01/2017

TSU. O IMBRÓGLIO DA GERINGONÇA



Daniel Braga 
[A sigla TSU é a abreviatura de Taxa Social Única, e trata-se de uma medida contributiva que todas as entidades patronais pagam relativamente ao salário mensal de cada um dos seus funcionários. Saliente-se o facto de que a TSU tem uma percentagem fixa - em 2016 era de 23,75% -  de acordo com o vencimento mensal auferido por cada trabalhador. Contrariamente ao que ocorreu nos anos transatos, em 2017 a TSU vai acompanhar de forma inversa o aumento do salário mínimo nacional, isto é, o governo acordou em sede de Concertação Social que o valor da TSU iria este ano descer 1,25%, fixando-se por isso nos 22,5% - a partir de fevereiro de 2017].

Feita esta nota introdutiva, debrucemo-nos no imbróglio que aparentemente o Governo se meteu e que parece querer atirar culpas para cima de outrém. O possível chumbo da baixa da TSU para as empresas, na AR, pode ter duas leituras: uma querendo fazer parecer que é do PSD a culpa de um possível fiasco de um compromisso assumido pelas partes na Concertação Social sem as devidas contrapartidas de que o caminho tinha viabilidade. Outra, com a qual estou mais de acordo, que nos diz que é errado o princípio da noção que se fica de que a baixa da TSU para as empresas foi uma espécie de benesse pela aceitação da subida do salário mínimo. A baixa da TSU deve ser uma medida sustentada como forma de criação de mais postos de trabalho, de desenvolvimento e criação de riqueza. Logo nunca poderá ser uma medida avulsa, deslocada de uma qualquer base sustentada de benefícios reais, sob a forma de "dar e receber" numa lógica de compensação. E o PSD aí tem razão. Quem criou e quis ir para o governo numa partilha de ideologias e forma de governar diferentes foi o PS com a chamada "geringonça" com as virtudes e defeitos que aí advêm. Não pode é dar uma no cravo e outra na ferradura, isto é, nada querer com o PSD na governação, mas na hora das aflições ir a correr para os braços dos sociais-democratas em jeito de bóia salvadora. Se o PS assumiu compromissos de governação com a Esquerda (PCP e BE) é com estes partidos que terá de se entender e pedir responsabilidades no caso do Acordo de Concertação Social cair, pois são eles os principais culpados de tal situação. Considerar o contrário e atirar a culpa para terceiros é sinal de incompetência e ineficácia e desvirtua o sentido de responsabilidades das partes interessadas.

ESTATÍSTICAS FUNERÁRIAS




Hercília Oliveira 
Andam por aí umas " estatísticas"  muito interessantes e que mostram bem de como se perde tempo com coisas" importantes" para o país.
Dizem os fazedores de estatísticas, que o funeral de Soares teve muito pouca gente nas ruas a prestar-lhe  homenagem .
E para demonstrar isso mesmo, não faltaram publicações de fotos de funerais de  outros políticos, tais como:  Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e até imaginem, de Salazar!
E na verdade, todos estes tiveram mares de gente! Muita gente por todos os lugares por onde  passaram os cortejos fúnebres.
Com Mário Soares isso não aconteceu; realmente esteve muito longe de atingir o mesmo tipo de homenagem de qualquer um dos acima citados, muito longe mesmo.
Uma coisa que me deixou perplexa, foi o arraso nas redes sociais à figura do ex-Presidente! Nunca pensei!  E nas redes sociais é que  está a opinião do cidadão sem censura.
Não é preciso fazer um grande esforço para entender o porquê desta mudança de atitude.
Uma das razões, é que Mário Soares nunca teve a simpatia de uma grande parte dos lisboetas; vou de vez em quando a Lisboa, e sempre que  acontecia de "provocar" conversa sobre política e políticos, lá vinha o rol de "mimos" para a família Soares!
Mas, no meu entender e que não devo estar muito errada, o principal motivo desta indiferença, é que o que o sentimento , respeito e admiração que os portugueses sentiam há décadas atrás pelos políticos, está completamente moribunda, em jeito de morte lenta.
E de nada valeu, a figura ridícula que a ministra da Presidência e Modernização, Maria Manuel Leitão Marques, veio fazer, apelando ( ao que chegam...) para que a população estivesse na rua se despedindo do defunto! Só faltou andar de porta em porta, como em tempos idos se fazia nas aldeias.
A decepção, desilusão e até revolta que hoje as pessoas sentem em relação à classe política, é de tal forma evidente, que quem esperar ver grandes manifestações de apreço e aplauso aos nossos políticos, só se for em comícios organizados e até pagando a muitos dos que lá se encontram marcando presença para os aplaudir, só assim!
E não  podem eles, os políticos, se queixarem ou vitimizar, porque a culpa é exclusivamente deles que tudo têm feito para que isto, merecidamente aconteça.

DD


O Diário Digital encerrou. Mais uma publicação que desapareceu. Lamentamos pois sempre noticiava o que o Clube dos Pensadores ia fazendo. O jornalismo está a ir de mal a pior. E , os seus problemas são gritantes: condicionalismo à sua autonomia, falta de independência económica, ética e deontologia.

Selecção JJ - Ithamara Koorax, Marcos Valle & Azymuth: Samba de Verão



12/01/2017

CAIU O PANO. FICA A MEMÓRIA DO HOMEM E DO POLÍTICO.



  
Daniel Braga 
 Caiu o pano. Após as honras fúnebres como ex-Chefe de Estado (o primeiro democraticamente eleito a desaparecer, dos ainda vivos) é tempo de reflexão e de análise de todo o seu percurso político, dos tempos da oposição e do exílio até às suas últimas tomadas de posição, mesmo já em situação débil de saúde.                                Mário Soares teve essa virtude – nunca ter sido uma personalidade indiferente –  e causar sempre empatias fortes ou desconfortáveis posições de antipatia e até de ódio. Estava na sua maneira de ser, o atuar de forma algo exuberante e até, em algumas situações, de forma altiva, incomodativa, quase autoritária. Mário Soares foi, em vida, um verdadeiro animal político, respeitado por muitos, não compreendido por outros tantos, até odiado ou despeitado por mais alguns. Tinha virtudes que o acantonavam para patamares só possíveis a alguns, mas também mostrou, em alguns momentos e períodos, atitudes de fraqueza, de indecisão e de precipitação. Falhou em muitos momentos, nomeadamente, no complexo processo da descolonização, com erros de palmatória e que causaram mossas até hoje incuráveis em algumas franjas da população que vieram com uma mão à frente e outra atrás, muitos deles corridos da sua terra natal. Mas haveria outro modo de encarar a descolonização dos ex-territórios ultramarinos, principalmente depois de uma longa guerra colonial na Guiné, Angola e Moçambique que causa demasiado sangue e traumas? Provavelmente hoje a descolonização teria trilhado um caminho bem diferente, mas também é verdade que, passados 40 anos, os referidos territórios são Países independentes e senhores do seu destino.  E após as independências, Soares mostrou sempre abertura suficiente para a ajuda necessária e aqui saliento Timor, que tem uma dívida de gratidão para com ele, através do enorme trabalho feito pela Fundação Mário Soares. Mas Soares também tinha virtudes, pois foi um lutador nato, intransigente e hábil pela liberdade e pela instauração da democracia. Por isso lutou, sofreu e foi exilado. Regressou triunfante ao seu País no 25 de abril de 74e a partir transformou-se no obreiro mor da defesa da democracia, da cidadania livre e da liberdade de opinião. Deu o peito às balas quando a avalancha populista e radical de esquerda tentou tomar o poder naqueles difíceis tempos do PREC. Nunca desistiu, defendeu os princípios democráticos que o norteavam e fez a ponte da integração europeia de Portugal. Foi Primeiro Ministro por três vezes e Presidente da República durante 10 anos (1986- 1996), não tendo sido os seus mandatos indiferentes a ninguém. Teve com Álvaro Cunhal e Sá Carneiro momentos brilhantes de discussão política, muitos deles de divergência profunda, noutros de concordância nos pontos essenciais da governabilidade. Mário Soares, foi por tudo isto, um combatente inato, perspicaz e nada avesso às lutas e às causas que defendia com denodo absoluto. Foi o tal animal político que muitos falam, controverso, apaziguador, combatente, altivo e intransigente. Nesta hora em que cai o pano sobre uma das figuras mais influentes da segunda metade do século XX português, há que prestar as devidas homenagens à pessoa, ao político, ao homem, ao lutador. Termino insistindo mais uma vez: não lhe canto loas, mas não lhe desprezo o valor e o mérito. E Mário Soares mereceu bem o preito e o agradecimento que o povo português lhe prestou na hora da despedida. Obrigado Mário Soares!

Selecção JJ - Martine Girault - Revival



Opinião de Joaquim Jorge no Record


Na Premier Legue, quando chegou o profissionalismo dos árbitros, no início do séc. XXI, provocou compreensíveis rupturas com a mentalidade até então vigente. Um árbitro inglês tem contrato que poderá ser, ou não, renovado, tudo dependendo das avaliações feitas às suas actuações.
Em Portugal deve adoptar-se um sistema com um modelo próprio, que se adeque à nossa realidade. Na época 2013/14 deu-se os primeiros passos com a profissionalização de nove árbitros. A seguir foi o aum...
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Na Premier Legue, quando chegou o profissionalismo dos árbitros, no início do séc. XXI, provocou compreensíveis rupturas com a mentalidade até então vigente. Um árbitro inglês tem contrato que poderá ser, ou não, renovado, tudo dependendo das avaliações feitas às suas actuações.Em Portugal deve adop...
RECORD.PT

11/01/2017

Selecção JJ - Stevie Wonder - Until you come back to me



Foto



    A view of Manhattan.
   Taylor Scott Mason/NYonAir
   Related:
   Through the Centuries, New York From Above
   New York Times

10/01/2017

Opinião de Joaquim Jorge ao Noticias ao Minuto



Li inúmeros textos pela morte de Mário Soares, mas não posso deixar de dar, aqui, o meu ponto de vista sobre ele. Quando se deu o 25 de Abril eu tinha 17 anos.
Portugal não existiria como é hoje sem Mário Soares, foi o oráculo do país e do PS. Mário Soares foi o pai da liberdade e da democracia portuguesa.
Todavia se Sá Carneiro fosse vivo e não tivesse falecido naquele trágico acidente. Mário Soares ficaria, na mesma, na História, mas de outra forma e de outro modo. Com cert...
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