28/05/2017

UMA REFLEXÃO: TIMOR LESTE. AMBIGUIDADES E CONFIANÇA NO FUTURO




Daniel Braga*
Respeito muito as figuras gradas da luta da resistência como Xanana, Mari, Lu Olo, Ramos Horta e Taur. Mas quando algo não vai bem há que alertar para se poder corrigir. É no debate político e na diversidade de opiniões que se constrói a liberdade e a democracia. O País não pode transformar-se num feudo de alguns apenas porque todos lhes têm de estar reconhecidos pelo sua heróico passado de luta. O primeiro País do século XXI foi olhado com respeito e admiração pelo Mundo e não pode desbaratar esse capital de crédito apenas pela desmedida ambição de uns tantos que se quererão apropriar de um tempo que é de todos. Timor Leste ainda não é o País ideal da democracia e do exemplo, mas nestes últimos 14/ 15 anos foram dados passos gigantes no seu crescimento, na sua maturidade política, social e de justiça que é justo realçar. Ainda não é, nem poderá ser o País perfeito no seu modelo conceptual de democracia ao estilo ocidental. É apenas um País que, com os seus erros, se adapta a cada dia na consolidação dos ideais de liberdade e democracia e que, de quando em vez, tem os seus momentos de turbulência e rispidez/ crispação política e social, daí os alertas necessários, para que quando as coisas não estão bem e descarrilam, seja possível arranjar pontes de reconciliação, sem nunca abdicar dos mais elementares deveres e direitos da cidadania plena. Foi eleito recentemente um novo Presidente da República – Francico Guterres Lu Olo – que a 20 de maio último, substituiu no cargo, Taur matan Ruak, que por sua vez sentiu a necessidade de fundar mais uma força política em Timor-Leste, o PLP (Partido de Libertação Popular). Provavelmente pela necessidade de acrescentar algo de novo, já que nos últimos tempos da sua magistratura foi tão crítico para com algumas figuras incontornáveis do regime, entrando em rota de colisão com elas, nomeadamente Xanana Gusmão. Por isso penso que estas manifestações críticas de Taur Matan Ruak se devam enquadrar nesse espartilho de alertar para prevenir, colocando os dedos em feridas que precisam ser cicatrizadas e corrigidas, sempre em prol da população e do seu bem estar social e económico. Mas não é só Taur que se vem manifestando discordante de alguns caminhos tomados. Ramos - Horta, que agora chega a Portugal, para algumas conferências e debates - entre os quais aquele que se insere no ciclo de debates do CLUBE DOS PENSADORES no dia 1 de junho próximo, não se tem pronunciado e tem mantido uma postura silenciosamente estranha, ele que é das figuras mais ouvidas e respeitadas em Timor e no Mundo. O que parece ser sintomático em relação a algumas divergências que se possam notar em relação aos rumos que foram traçados em relação ao território.
Espero que o novo Presidente da República, Lu Olo, tenha um olhar mais crítico e reflexivo, procurando com a sua sábia condução dos destinos de Timor, unir e conciliar esforços no sentido de construir pontes de convergência comum entre as forças políticas, sem perda de identidade de nenhuma delas, procurando com esse esforço diluir algumas das fraturas evidentes e atenuar algumas desilusões que começam a trespassar em muitos corações. Timor não é um caso perdido. Timor é um País de paixões em que todos querem ajudar e que deixa marcas profundas em quem lá passou. Timor é um país de futuro e um país de oportunidades múltiplas. É um País novo – fez agora 15 anos que foi restaurada a sua independência – e deve continuar a construir uma visão de futuro nesse guião pensado de mais desenvolvimento, mais crescimento, maior prosperidade, mas nunca deixando de parte o norte da sua posição essencial no que se refere aos direitos e liberdades, do exercício livre da cidadania e da liberdade de opinião. Só assim se constroem países verdadeiramente livres, respeitados e que se tornam o exemplo para as novas gerações.  E embora, com muitos obstáculos pelo caminho, só tendo em conta estas premissas orientadoras pelos princípios éticos da democracia plena é possível alcançar-se o sucesso e ter uma visão para além dos dias de hoje. E Timor merece. Por todo o seu passado, pelo presente, mas fundamentalmente pelo seu futuro e das suas gerações vindouras.

*membro do Clube dos Pensadores e timorense

27/05/2017

26/05/2017

O conhecimento não tem limites



António Fernandes 
O conhecimento está sempre no limiar dos limites dos tempos dos acontecimentos e do histórico lavrado em cada era de que não se sabe com precisão o real estádio por incerteza permanente sobe os acontecimentos seguintes em face da possibilidade candente de ocorrência de alteração como o comprovam os registos factuais da História Universal. Da Humanidade e do meio. E de tudo aquilo que em sua volta gira mesmo que com perversão tenha havido inversão total do conceito em que é - devia ser - a Natureza o centro sobre que gira a vida do Planeta que é uma ínfima parte do Universo - que desconhecemos - e não os Humanos que com pragmatismo tem, de facto, o domínio sobre o meio.
O que é certo é que tem sido a Humanidade a provocar as alterações mais significativas no Planeta ao ponto de lhe condicionar a vida em todos os domínios através das alterações que lhe tem vindo a implementar. Umas por manifesta necessidade e outras puramente surreais.
Assim sendo, há sempre no horizonte do Homem, uma nova perspetiva de olhar a politica, enquanto ciência que se debruça sobre a organização das sociedades, em que os acontecimentos por motivos diversos influem com maior ou menor incisão na sua delineação nuns casos e efetivação noutros casos, consoante os interesses em disputa, de que as consequências são os efeitos, entre os quais as nefastas sombras que os holocaustos, de todas as espécies, incrustaram em gerações de homens e de mulheres que foram direta e indiretamente afetados ao longo das suas vidas e por intermédio destes, as sociedades, mas que tendem a diluir-se consoante a natural mudança de protagonistas se vai operando por motivos naturais e culturais também, no Planeta, em que uma zona do globo se tem destacado por ebulição constante nos seus tecidos social, ambiental e demais fatores com predomino para os fatores de beneficio artificiais  em desfavor dos fatores de risco naturais, sempre manipulados pela espécie Humana aonde os níveis de qualidade de vida atingiram patamares nunca antes atingidos e só preconizados por alguns. A Europa.
Entretanto, com os novos tempos, tempos de mudança profunda nos paradigmas estruturais, em que a relação de valores sofreu alterações ao longo dos tempos em que cada geração viveu, o cidadão comum de hoje, acossado pelos efeitos do desenvolvimento que o obrigam a tornar sedentário extremado, tende a refugiar-se no seu atual meio natural que é a sua família, ou o seu núcleo mais restrito de amigos, entre outra qualquer forma corrente enraizado como hábito. Sendo que o emprego de hoje se localiza em ambiente fechado com ciclos de horários fixos e exigente compenetração deixando pouco espaço à socialização necessária. Ou seja; as condições de vida de hoje libertaram a criatividade, mas “prenderam” num habitat restrito, a sua mola propulsora. O Homem.

Todos os tempos tem sido tempos de mudança. No entanto, há a necessidade de registar que o tempo de duração de cada era sempre foi diferente por motivos que reportam à era em causa. Mesmo assim, houve mudanças. No entanto, há uma tendência natural para a dramatização da realidade contemporânea por ser essa realidade aquela como que os anfitriões de gerações diferentes se confrontam e defrontam na era presente.
Há inclusive, uma ideia corrente de que as gerações anteriores tiveram a vida facilitada (finais do seculo XX e inicio do seculo XXI) em que o emprego era estável e para a vida, como se os progenitores não tivessem tido dificuldades idênticas às dificuldades atuais.
É por isso de todo o interesse refletir sobre esta falta de informação entre gerações próximas.
Quiçá o conhecimento disponibilizado às gerações atuais não seja tão aprofundado quanto aquilo que se garante, havendo um défice formativo, versus informativo, que culmina num fosso demasiado alargado entre gerações na partilha daquilo que se convenciona por História, focado quase em exclusividade na profissionalização, omitindo informação intermédia essencial ao saber sobre como conseguimos, todos nós, chegar até aqui. Ano de dois mil e dezassete. Sem grandes convulsões sociais em que a guerra é sempre o fim da linha.
Sem estes elementos fulcrais que passam por saber o curso da historia das sociedades e das civilizações a lacuna aberta é demasiado grave e já mostra os seus efeitos nefastos no discurso e no comportamento social assim como na movimentação social politicamente desorganizada e, pior do que isso, a questionar com veemência a organização existente sem abrir portas para uma organização nova que seja consistente e garanta a concórdia e a paz social na Europa e no Mundo.
Não há um pensamento transversal sobre o que se quer para um futuro que acontece tal e qual aconteceu no passado. Sempre em mudança!

MaiaHoje


José Ramos-Horta foi convidado por Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, para estar presente no Hotel Holiday Inn, em Gaia, no próximo dia 1…
MAIAHOJE.PT

Destak


Noticia no Destak , jornal gratuito de grande tiragem e expanão

Jornal de Matosinhos



25/05/2017

Visão


A Visão parodia o assunto: Joaquim Jorge candidato em Matosinhos

24/05/2017

Jornal É Notícia


Clube dos Pensadores em destaque no Jornal É Noticia 

























DOIS HOMENS, UMA SÓ LUTA, UM SÓ OBJETIVO... (A PROPÓSITO DA PRESENÇA DE RAMOS-HORTA NO CLUBE DOS PENSADORES)





Daniel Braga
E
stávamos a 10 de dezembro de 1996. Um marco e uma referência para a lusofonia. Um dia histórico para Timor-Leste. Em plena luta da resistência pela libertação, dois homens insignes, dois dos artífices da Paz, são laureados pela Academia norueguesa com o respetivo Prémio Nobel. José Ramos-Horta, um incansável lutador na frente diplomática no exterior e D. Carlos Ximenes Belo, então Bispo de Díli e baluarte na defesa dos direitos do seu povo sofredor, veem reconhecidos os seus esforços em prol da consagração e do direito das suas gentes de escolher o seu destino e na defesa dos mais elementares direitos do Homem, o direito à vida, sem perseguições, torturas nem mortes. Um direito consagrado na Carta das Nações e que estava a ser cruelmente violentado em Timor-Leste. Foram ousados e valentes na sua luta, denunciando todos aqueles que matavam, torturavam e perseguiam, muitos delas mulheres e crianças. A 10 de dezembro de 1996 todo o mundo lusófono pulava de alegria perante a atribuição, mais do que justa, do Nobel da Paz a estas duas personalidades timorenses. Um prémio mais do que merecido e que levou a que a comunidade internacional olhasse para os problemas que ocorriam no território, de uma outra forma, muito mais cuidada e incisiva. Cerca de vinte anos depois, um orgulho reconfortante continua intacto nos nossos corações, sabendo nós de antemão que agora, em tempos de Paz, ainda há muito que fazer por Timor e pelas suas populações. A luta não é armada, mas é uma luta de afirmações, pela dignidade, pelo bem-estar e pelo respeito dos direitos de cada um e de todos nós. Timor-Leste, entre muitos outros, deve muito a estes dois homens. E o mundo reconheceu-lhes a resiliência, a tenacidade, o destemor de uma luta sem medos por uma causa.

PT Jornal


José Ramos-Horta vai estar presente no Clube dos Pensadores, no dia 1 de Junho (quinta-feira), pelas 21h30, no Hotel Holiday Inn, em Vila Nova de Gaia. O Clube dos Pensadores no seu 116.º debate, ao fim de 11 anos consegue o desígnio de ter…
PTJORNAL.COM

23/05/2017

A "VITÓRIA" DA GERINGONÇA DE ESQUERDA COM MEDIDAS DA DIREITA!



Hercilia Oliveira 
Pois é..!. Eu sei, e muitos outros que  andam dormindo deviam saber, que o défice  em 2011 estava em 11,2% e passou para 3.3% em 2015. Foi isso importante e uma vitória? Foi... só que como era a direita que governava, era uma época que  para a comunicação social sempre de cócoras para com a esquerda, tudo era mau.
As exportações, desde 2013 que aumentavam; o desemprego caiu de 16,2% para 13.9% em 2014.
Foi bom e importante para o país? Foi ..., só que nessa época não dava jeito que as notícias fossem boas
O défice diminuiu, a economia voltou a crescer e o turismo alastrou pelas nossas principais cidades.
Era bom? Era..., mas as notícias eram todas negativas. Pelos vistos era tudo uma tragédia!
Como  já o disse várias vezes, em 2014, todos os dias as TVs iam para a porta dos hospitais anunciar que por causa da austeridade que o governo anterior tomava,  muitas pessoas morriam!
Nos aeroportos era a mesma tragédia..., todos os jovens emigravam; jovens tristes e com lágrimas.
Hoje, bom..., hoje o país desceu o défice de 3% para 2% e é uma coisa nunca vista!!
O emprego, à custa do grande crescimento turístico e dos empresários empreendedores continua descendo e não  conheço  uma única medida que o governo tenha tomado e que  para isso tenha contribuído, mas..., é um feito histórico!
O crescimento da economia ficou abaixo do esperado, mas..., é muito bom!
Dizia a geringonça, que ia gastar (investir) 3 M milhões de euros e cortou foi essa mesma quantia.
Os impostos indirectos  subiram, mas.., a festa é como se tivessem descido.
As cativações são enormes na saúde, mas não morre ninguém.
Os jovens não emigraram mais e a festa é como se todos tenham voltado.
Enfim..., o país está como nunca, e graças a quem!!??
Ao Costa e seus Geringonços , que com medidas de direita que como sempre são as que resolvem os problemas económicos que a esquerda deixa, as embrulharam num lindo papel colorido de vermelho e rosa; a comunicação social compra e vende para quem gosta de comprar gato por lebre e ai de quem lhes diga que é gato!
Mas..., está tudo bem. E como está tudo bem, só espero que daqui a algum tempo o país esteja muito melhor e que não seja como com o querido Sócrates que dizia o mesmo e lá tivemos que pedir ajuda pela terceira vez e sempre pelo mesmo culpado: o PS.

Opinião de Joaquim Jorge no Noticias ao Minuto


22/05/2017

Clube dos Pensadores internacionaliza-se com José Ramos- Horta



Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores ( CdP), convidou José Ramos-Horta para estar presente, no dia 1 de Junho ( quinta-feira), pelas 21h30 no Hotel Holiday Inn em Gaia.
 O CdP no seu 116.º debate, ao fim de 11 anos consegue o desígnio de ter uma figura de nível internacional nascido num país irmão – Timor-Leste.

Estará presente Nuno Cardoso, antigo presidente da CM Porto.

José Ramos-Horta, Prémio Nobel da Paz, notabilizou-se pelo continuo esforço para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste levando o seu país  à independência.  Foi  Ministro de Negócios Estrangeiros de Timor-Leste desde a independência, em 2002. Mais tarde, Presidente da República de Timor-Leste entre 2007 e 2012.
 No dia 20 de Maio fez 15 anos que Timor-Leste se tornou independente e terminou com a ocupação Indonésia, iniciada em 1975, assim como, com os conflitos entre timorenses nacionalistas e outros ligados à Indonésia.O petróleo e o gás estão perto do esgotamento em Timor e a produção de café é escassa. O desemprego ameaça a população, metade da qual é constituída por jovens abaixo dos 17 anos. Os próximos tempos não serão nada fáceis para os timorenses. Portugal não pode esquecer a sua antiga colónia, que ajudou a libertar da opressão Indonésia. O turismo poderá revelar-se uma boa aposta.
 Nos últimos anos tem-se falado pouco, entre nós, de Timor-Leste . Será uma oportunidade para se falar das relações entre Portugal e Timor-Leste , o momento político actual em Timor – Leste, recentemente houve eleições presidenciais em que foi eleito o novo presidente Francisco Guterres Lu-Olo.
 O Clube dos Pensadores já recebeu: o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; o  Primeiro-Ministro, António Costa; o líder da oposição Pedro Passos Coelho; a líder do CDS , Assunção Cristas; a líder do BE Catarina Martins ; o líder do PCP Jerónimo de Sousa; entre outros.
Sempre que surja uma oportunidade tentará ter presente personalidades dos países lusófonos : Brasil, Cabo-Verde, Guiné- Bissau , Angola e Moçambique.
 Clube dos Pensadores