21/04/2018

Selecção JJ - Sergio Mendes, will.i.am, Siedah Garrett - Funky Bahia




DEPOIS DA MADRUGADA



António Fernandes 

Há na nossa História, enquanto seres vivos, inúmeras madrugadas consoante os anos de vida de cada um, todos os dias.
Umas boas, outras menos boas e outras muito más.
Uma quantidade certa de madrugadas que a memória simplesmente não registou no seu patamar de recordações vivas salvo quando exercitada por motivo que julgue pertinente ou com interesse.
Mas, há na nossa Historia contemporânea, uma madrugada que marcou indelevelmente a vida das pessoas e por consequência toda a estrutura da sua organização.
Madrugada essa de que importa dissecar os motivos a montante, e as consequências, a jusante.
Sendo que, uma parte significativa daqueles que hoje usufruem dos direitos adquiridos posteriormente à data em que ocorreu essa madrugada nada tiveram a ver com o acontecimento. Usufruíram simplesmente desse acontecimento.
Facto pelo qual só tem registo mental da madrugada que lhes é incutida no meio de que são originários, mas também e, de superior relevância, o meio em que se inserem.
A madrugada em causa reporta à madrugada do dia 25 de Abril do ano de 1974.
Madrugada em que um conjunto de militares apostados em derrubar o regime político existente no tempo: um regime de ditadura e de perseguição política, policial e social em todos os domínios; que espezinhava os mais elementares direitos cívicos e de vida das populações tanto no Continente como nas Colónias que detinha; que não permitia aos seus cidadãos o simples exercício de reunião fora da sua alçada; que impunha e se impunha por todos os meios de que dispunha e que eram a totalidade dos existentes; entre um vasto conjunto de atrocidades impossíveis de enumerar;
Movimento militar conhecido por movimento dos capitães que dava corpo a um projeto político e militar em torno de uma organização clandestina que se foi cimentando após alguns desaires de circunstancia e designado por MFA - Movimento das Forças Armadas, que tinha por objetivo central depor o poder político vigente e, através de um golpe revolucionário de cariz militar, implementar um conjunto de medidas estruturais rompendo de forma unilateral com um ciclo político que durava há já meio século, para que se desse inicio a um outro ciclo em que:
·       Democratizar o regime;
·       Descolonizar as Colónias Ultramarinas;
·       Desenvolver o País;
Foram este três D’s que fizeram soar o “toque a rebate” mobilizador para uma aventura que ainda hoje vivemos e com a qual, maioritariamente enquanto sociedade, nos identificamos.
Os seus protagonistas de destaque como o foram: Vasco Gonçalves; Otelo Saraiva de Carvalho; Salgueiro Maia; Costa Gomes; António de Spínola; Mário Soares; Álvaro Cunhal; Francisco Sá Carneiro; Adelino Amaro da Costa; entre muitos outros que foram a nata do pensamento político e da ação militar já não estão entre nós, mas constam na História de Portugal contemporânea como sendo obreiros de um novo olhar Portugal, a Europa e o mundo!
Importa por isso deixar registo para o futuro daquilo que a memória de cada uma armazena porque a memória coletiva assenta nesse conhecimento.
Na parte que me toca, poetar a prosa é uma arte que me fascina e de que deixo o meu testemunho em rima.

ABRIL, SEMPRE!
I

Abril. sem poesia, não é abril. Abril, sem pessoas, não é abril. Abril, sem ti, não é abril! Porque abril não é imaginário de uma geração de costumes brandos, de rendeiros e operários famintos, ou militares cansados da guerra.
Abril foi um grito de guerra de todos aqueles que desavindos se juntaram nos socalcos dos campos para forjar um golpe revolucionário!
Do Algarve para turistas ao Alentejo das searas, a margem do Tejo industrial e a outra margem da burguesia, mandava então o capital e a aristocracia sob o atento olhar Coimbrão intelectual mais o Douro das castas raras e o Minho de castas mistas.
Havia então o domínio agrário, o capataz, o encarregado, o patrão, no campo ou na oficina, o operário, tudo fazia por um minguo salário com que havia de comprar o pão. Sem eira nem beira. Um calvário!
Mas quando abril floriu no cano de uma espingarda e a tropa invadiu a rua,  cada criança seminua de bandeira desfraldada em Liberdade correu!
Correu praças e avenidas, correu carreiros e socalcos, sem se importar com as feridas que trazia nos pés descalços.
E, eis-nos aqui chegados quase meio século passado com a chama da esperança meio apagada, meio acesa, nesta nossa incerteza de que uma qualquer bonança nos trará um só recado:
- Sonhos despedaçados!
Bocados feitos momentos anos a fio, sem vacilar, com abril sempre presente.
Todos os dias. Todos os anos.
Pela liberdade! Contra os tiranos!
Éramos um mar de gente. Um povo unido. Sem quebrar!
Que não escondia os seus silêncios.
O que não soubemos fazer foi passar o testemunho do antes quebrar, que torcer!
Lutar e cerrar o punho!
Porque abril sem poesia não desponta qualquer virtude. Não tem Sol. Não tem dia. Não tem ponta de alegria, nem o fulgor da juventude.
Somente... Uma concha vazia... para na areia despejar o mar, sem perceber que não é possível fazer o mundo avançar sem a marca d’água indelével dos homens e das mulheres que fizeram a história de que é feita a memória em que para cada passo dar, a liberdade é urgente conquistar!

20/04/2018

Melhorar Matosinhos





 Caro Joaquim Jorge


Na Rua Alfredo Cunha mesmo junto à Câmara Municipal de Matosinhos observei esta situação. Uma zona com placa P de parque e em simultâneo no solo o tracejado amarelo indicativo da proibição de estacionar.
Os carros estacionados em espinha invadem parte da faixa de rodagem descendente agravado pelo facto de existir uma linha continua que é sistematicamente violada pela trânsito obrigado pela redução da referida faixa pelos veículos estacionados.
Acresce dizer que isto é do outro lado da Rua onde está a Câmara e a 100 metros da Esquadra da Polícia, mas nem uma nem outra, se mostram incomodados com os atropelos à lei. O passeio em frente tem talvez mais de três metros de largura.

Forte abraço

Rogério Pires


19/04/2018

Opinião de Joaquim Jorge no Jornal É Notícia


Muita gente honesta de vários quadrantes políticos considera que se está a cometer uma injustiça contra Lula que se preocupou em combater a pobreza e realizou a proeza de tirar 30 milhões de brasileiros de extrema pobreza.
Porém um bom governante não tem somente que ver com as suas políticas, isso não lhe permite ficar isento de cumprir as leis e de actuar com princípios éticos e morais.
Lula foi preso pela espantosa corrupção na Petrobras que custou ao povo brasileiro 2.000 ...
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18/04/2018

A JUVENTUDE PERDIDA!



António Fernandes 

Não é fácil ser-se jovem no tempo presente dizem todos os entendidos que aprofundam as suas análises em números redondos em que a memória se escapa por entre mentes pouco criativas e raramente exercitadas sobre a envolvência quotidiana que é sempre o resultado de um conjunto alargado de circunstâncias em que cada elo da cadeia que faz a História assume o relevo e a importância devida consoante o prisma nuns casos, o efeito noutros casos e, as consequências na grande maioria dos casos afetos.
A juventude tem do presente uma abordagem de dificuldades acrescidas em contexto transversal de uma postura individualizada e equidistante de uma envolvência complexa por motivo que lhe é estranho.
Envolvência essa que tem inicio embrionário de geração com dificuldades e que encontra vicissitudes por defeito de formação inserta nos mecanismos educativos existentes, mas também de uma forma assimétrica em toda a estrutura social.
Mecanismos esses que forjam o individualismo que compete em que a circunscrição da vida se resume ao próprio e interesses associados.
O coletivo é algo vago sobre que se dissertam teorias aleatórias sempre numa lógica de competitividade produtiva de riqueza como que se a forma de vida que hoje existe tivesse sido a mesma de todo o passado.
Há situações em que de facto existem semelhanças. Nomeadamente no domínio das dificuldades. Porque em nenhum período da História da Humanidades foi fácil ser-se jovem. Nem jovem, nem em faixa etária nenhuma!
Dissecar as dificuldades por segmento etário seria fastidioso demais. Segmentos esses escalonados por padrões: a infância; a adolescência; a juventude; o adulto;
Sendo que nos diversos estádios há especificidades diversas ao ponto de haver uma "máxima" usual que é a de que: " cada caso, é um caso!".
No que ao estudo científico importa a padronização é uma referência genérica alvo.
Os processos de organização social e do reconhecimento dos direitos cívicos sempre foi complexo e difícil.
Desde: o comunismo primitivo; a cadeia de comando tribal; o escalonamento hierárquico por descendência; o escalonamento hierárquico por posição nobre; o escalonamento hierárquico por posse de riqueza; o escalonamento hierárquico por posto de comando militar; o escalonamento hierárquico por influência social; o escalonamento hierárquico por exercício do poder político partidário; à disputa democrática pelo poder político.
Estádios da Humanidade em que houve Homens que não eram considerados como tal. Desde o esclavagismo à exploração desenfreada de comunidades inteiras na agricultura de latifúndio, assim como a diferença racial em determinados contextos como aconteceu aquando da tentativa de "fabricar" uma raça de Homens. A raça Ariana. E exterminar uma outra que não era uma raça específica e sim uma comunidade com um credo, usos e costumes, próprios de uma identidade coletiva. Os judeus.
Questões essenciais para que melhor se compreenda o trajeto do Ser Humano, em que as dificuldades sempre fizeram parte do seu quotidiano, mas que, de conquista em conquista, chega ao presente com uma conjuntura internacional de assimetrias diferentes em cada Continente. Sendo que a Europa é o Continente em que essas assimetrias menos se manifestam porque tem vindo a ser corrigidas.
Assim sendo, o desafio que se coloca à juventude do presente, em primeira instância, é o de assegurar que não haja retrocesso nas conquistas alcançadas pela Humanidade, em que a melhoria das suas condições de vida são um facto, o domínio do conhecimento outro facto, e a paridade económica e de género uma luta com conquistas significativas são factos em construção.
A juventude perdida por gerações inteiras deve ser um motivo de discussão atual porque a juventude do presente tem todo o direito a viver esse espaço etário da sua vida com direitos e dignidade acrescida de forma a construir gerações que olhem o mundo e as suas dinâmicas interativas numa lógica de que a perfeição pode não existir, mas melhorar é sempre possível!

Falta por isso munir os jovens de hoje com o conhecimento do afeto e da sensibilidade que o rigor intrínseco à confiança nos seus antecessores e nos seus pares são condição essencial à esperança na construção de um futuro sempre melhor.

16/04/2018

Crónica de Genebra





Nelson Fernandes 
Por onde andam os Cérebros Portugueses

Escrevia eu ainda ontem, num comentário a um artigo do Clube dos Pensadores ( CdP), que os emigrantes estavam de volta.
Venho agora mesmo de receber uma publicidade de propostas de Crédito, da qual envio cópia, como podem confirmar os meus caros leitores ( ver foto em baixo). Se estou aqui é para vos dizer que estes emigrantes, não vão de volta tão depressa. Por várias razões.
Uma é o salário. Esta senhora pode muito bem vir a ganhar mais de 20.000€, por mês entre salário e comissões. Nenhum, mesmo Gerente Bancário poderá ganhar tal soma em Portugal. Os que estão de volta, são aqueles que andavam aí na pedincha, vieram para aqui para a pedincha, e voltam para aí pedinchar, são os que o Passos Coelho enviou para a ganhuça.
Como Português, fico feliz por esta Jovem. Mas conheço aqui outros Portugueses de GRANDE COMPETÊNCIA, que tudo fizeram para singrar aí na terrinha. Impossível!  Quem singra na terrinha, são os malabaristas. Os outros (salvo as incontornáveis excepções), têm que dar o fora.
Falo sobretudo pela experiência pessoal.
Para as Autoridades Portuguesas e o Povo em Geral, ainda hoje, falar de SALAZAR é como um anátema, é um TABU.
Ora tem feito e continuam a fazer “ não como Salazar, pior do que ele”. Aprenderam bem a lição.
Salazar comparado com uma certa estirpe de Governantes que se têm ocupado dos destinos de Portugal nos últimos anos, seria um mero aprendiz de Ditador.
É lamentável, a Terra que nos viu nascer, a nós que sentimos Portugal, merece muito, mas muito melhor. E é possível se todos quisermos.




14/04/2018

O VERDADEIRO ESTADO DA NAÇÃO EM NÚMEROS




Rogério Pires 
Dada a excelente máquina de comunicação do PS, e seus apoiantes desta solução de governo, importa determo-nos um pouco, sobre os números que nos dão a verdadeira situação de Portugal, interna e comparada com a Zona EURO e a União Europeia.

CRESCIMENTO DO PIB em 2017 foi de 2,7%
- Foi no entanto o 14.º país em crescimento do PIB da Zona EURO, tendo apenas 5 países abaixo e o 20.º país da União Europeia com apenas 8 países com pior desempenho.
DÍVIDA PÚBLICA
Em Dez de 2015 Inicio da governação PS era de 231.584 milhões
Em Fevereiro de 2018 situava-se em 246.022 milhões
Portanto tendo CRESCIDO 14.438 milhões.
Ora para quem assumiu o poder com um objectivo, entre outros, de estancar a dívida é um verdadeiro fracasso, fazendo tanta publicidade às amortizações antecipadas ao FMI esquecendo de dizer que pagavam contraindo novos empréstimos e que apenas conseguíamos reduzir os encargos com juros que sendo bom, não era toda a verdade..
CARGA FISCAL EM % DO PIB
Em Dez 2015 situava-se em 34,6%
Em Dez 2017 situava-se em 37%
Convém esclarecer que em 2011 estava em 32,3% e depois do “brutal” aumento de impostos de Vítor Gaspar em Dez de 2015 ficou em 34,6% tendo crescido 2,3% em 4 anos de ajustamento “vulgo TROIKA” e de 2015 a 2017 em apenas 2 anos do tal “alivio fiscal” de Centeno subiu de 34,6% para 37% ou seja mais 2,4% superando Vítor Gaspar.
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL
Em 2010 havia um deficit de 7,2%
Em 2015 passou a excedente de 1,8%
Em 2017 manteve exatamente o excedente de 1,8%
Assim entre 2010 e 2015 o saldo da Balança Comercial para além de sair do deficit (-7,2%) para excedente 1,8% cresceu portanto 9% (7,2%+1.8%) e entre 2015 e 2017 o saldo estagnou tendo crescido 0%.contra um crescimento médio de 1,8% ao ano entre 2010 e 2015.

ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO
Em 2010 registou-se um deficit de 11,2%
Em 2015 registou-se um deficit de 2,98%
Em 2017 registou-se um deficit de 0,92%
Assim no período de 2010  a 2015 o deficit baixou em 8,22% média anual de 1,64%, enquanto que no período de 2015 a 2017 baixou 2,06%, á média anual de 1,03% inferior ao período anterior.
Resulta ainda que esta redução do deficit, se está a fazer á custa de cativações, verdadeiros cortes que sem sombra de dúvida são austeridade, mas desta feita de esquerda virtuosa, no entendimento deste governo que a aplica, com consequências na degradação das principais funções do Estado a Saúde, Educação, Segurança e Protecção Civil.
CRESCIMENTO DO EMPREGO
Em 2017 o emprego cresceu 3,2% acima da economia que cresceu 2,7%, revelador que Portugal está a crescer no emprego de baixa qualificação, em lugar de aproveitar as novas tecnologias e o efeito da Web Summit, aliás como comprova outro indicador o da percentagem de trabalhadores auferindo apenas o salário mínimo nacional que já atingiu em Dez 2017 os 22% e tendo crescido nestes dois últimos anos.
INDICADORES AVANÇADOS DA ECONOMIA
Indicador Coincidente da actividade
Valor mais alto atingido em Julho 2017 de 3.0
Em Fevereiro de 2018 situava-se em 2.3
Indicador Coincidente do Consumo Privado
Valor mais alto atingido em Julho de 2017 de 2.5
Em Fevereiro de 2018 situava-se em 2.0
Trata-se de dois indicadores avançados da economia, que nos dão a previsão do crescimento futuro da Economia, e que estão em queda consecutiva há vários meses, indicando a desaceleração do crescimento do PIB, como comprovam as previsões da OCDE com 2,2% para 2018 (em linha com o governo) de 1,9% em 2019 e de 1,7% em 2020.
Em resumo ficam aqui alguns números e indicadores da economia, a da verdadeira situação de Portugal e comparação com os parceiros da Zona Euro e da União Europeia, que desmentem a euforia e a narrativa do governo e dos parceiros de coligação PCP e BE. Bem sabemos que de uma forma simplista a economia é a gestão de expectativas e o PS com a sua máquina de comunicação sempre bem oleada, faz o trabalho como ninguém e aproveitando por um lado a falta ou melhor a pouca apetência dos portugueses para estes assuntos, e a boa conjuntura Europeia assim vai fazendo passar a sua versão, mas que os números e sempre os números, desmentem categoricamente.
Fontes: BP, INE, Pordata

Selecção JJ - Leon Bridges - Bad Bad News (Official Video)




World Press Photo of the Year: A Tale Told Twice



José Víctor Salazar Balza caught fire during a protest in Caracas, Venezuela.CreditJuan Barreto/Agence France-Presse