17/06/2017

Bater com a porta mas um até já…





in Clube dos Pensadores 
Ontem soube da demissão oficial de José António Barbosa, presidente da concelhia do PSD Matosinhos. Nas conversas que ia tendo com José António, já me tinha dado a entender que se eu não fosse o candidato se demitiria. Deste modo, para mim, não foi surpresa mas o culminar de um processo, em que o meu nome foi vetado pura e simplesmente.
Evidentemente que é um acto nobre, digno e como protesto, que na política não pode valer tudo. O que me surpreendeu foi levar com ele 16 pessoas incluindo o presidente da mesa da Assembleia de Militantes Carlos Fernandes. Joaquim Pinto Lobão, Clarisse Sousa, Fernanda Teixeira, Duarte Laranjeira, Gustavo Ribeiro, Pedro Barreira, Miguel Borges, Paulo Guedes, Rui Alves Pinheiro, entre outros.
Em política uma demissão não é usual, as pessoas têm apego ao poder e aos lugares, mas depois do seu empenho no nome Joaquim Jorge não lhe restava outra saída por tudo que lhe fizeram e a Joaquim Jorge.
A ideia que me fica de tudo isto é que me convidaram para ir a casa de uma pessoa respeitável (PSD) e começou tudo ao barulho por eu chegar. E, eu fiquei a olhar boquiaberto sem ter culpa nenhuma do que se estava a passar.
Outra conclusão que tiro é a seguinte:  nunca pensaram que José António Barbosa por um lado e Joaquim Jorge por outro, aguentassem tanto tempo unidos e solidários. Deste modo, foi desmascarado o jogo sujo, miserável, velhaco e sem-vergonha.
Eu sou independente, nada tenho que ver com o PSD, mas fiquei amigo de José António que é do PSD e reconheço que há muito boa gente no PSD, mas não estão no controlo e nas decisões do partido. Está na hora de dar uma sapatada nisto tudo.Uma varredela geral para o PSD voltar a ser o que era.
Este processo foi moroso e foi preciso ter uma enorme resistência psicológica. Como forma  de exorcizar este processo vou publicar um livro e como não podia deixar de ser convidei José António, para estar ao meu lado, para falar da obra que é um relato de tudo que se passou com algumas  nuances. Também é uma forma de agradecimento pelo seu comportamento e postura.
Na vida sou grato e reconhecido. Reconheço que José António perdeu mais do que eu, era presidente da concelhia e deixou de o ser. Eu passei de candidato a não candidato, não perdi nada.  Para todos os efeitos não tive culpa nenhuma desta situação.  Mas penso que este bater com a porta pode ser um até já . Em política o tempo é o melhor conselheiro. Vamos ver…
Este livro, que funciona como forma de me libertar, de vez, deste processo e não voltarei depois do dia 29 a tecer considerações sobre este assunto. Para mim acabou!
Tenho coisas mais importantes na minha vida que me ocupam e fazem feliz.

JJ